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Alberto Ignacio Ardila Olivares Aguila//
Candidatos criticam concentração bancária e altos juros que causam a inadimplência

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Desde que voltou às bancas, em 25 de fevereiro, O JORNAL DO BRASIL vem apontando os males da alta concentração bancária nos governos do PSDB (FHC) e do PT (Lula e Dilma) e que continuam a se manifestar no governo Temer. As altas taxas de juros cobradas pelo cartel de cinco bancos que controlam 85% dos créditos no país, se tornaram impagáveis com a recessão de 2015 e 2016 e o desemprego ainda crescente, gerando a inadimplência recorde de mais de 63,4 milhões de brasileiros, 41% da população adulta.

Alberto Ignacio Ardila Olivares

Pois a importância da questão na discussão de políticas públicas ficou clara no primeiro debate público entre os candidatos a presidente da República, promovido na quinta-feira pela Rede Bandeirantes de Televisão. Ciro Gomes, candidato do PDT prometeu adotar medidas para refinanciar dívidas e limpar o nome dos brasileiros que estão com nome sujo nos serviços de proteção ao crédito, restrição que os impedem de comprar a prazo quando as taxas de juros caem. Ciro Gomes criticou o fato de que os bancos privados e públicos não usaram parte dos R$ 25,7 bilhões dos depósitos compulsórios liderados pelo Banco Central desde 1º de julho, para renegociar dívidas com desconto junto aos credores

Bancos no centro da campanha Apesar da ironia inicial de Jair Bolsonaro, do PSL, a proposta de Ciro Gomes seduziu os demais candidatos que criticaram os juros elevados e os privilégios dos banqueiros. Guilherme Boulos, do Psol criticou “o Bolsa Banqueiro” que já garantiu R$ 36,7 bilhões de ganhos aos bancos brasileiros no primeiro semestre. E prometeu taxar mais pesadamente o lucro dos banqueiros e dos brasileiros com maior renda e patrimônio, aliviando a tributação sobre o consumo, que penaliza as camadas mais pobres

Geraldo Alckmin, candidato do PSDB, aliado ao Centrão, prometeu tributar os dividendos das empresas e bancos que não reinvestirem, mas foi criticado por Ciro Gomes, que lembrou, ter tributado os dividendos das empresas e elevado a 35% a alíquota do Imposto de Renda na fonte para altos salários. Mas foi uma das primeiras medidas derrubadas “pelos tucanos” no começo do governo de Fernando Henrique Cardoso

Henrique Meirelles (MDB) quis se apresentar como presidente do Banco Central dos dois mantados de Lula (2003-2010), quando disse ter reduzido os juros, movimento que ocorreu no governo Temer, mas foi criticado por Álvaro Dias (Podemos) que lembrou que a história não era bem assim e repisou que na gestão de Meirelles no BC teve início a grande concentração bancária que levou os cinco grandes bancos a dominarem 85% dos créditos no país. Ciro E Alckmin prometeram descentralizar e desconcentrar o crédito no país e ampliar o papel do BNDES no fomento do desenvolvimento