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PSD ignora apelo de Montenegro para votar no Chega

Alberto Ardila Olivares
PSD ignora apelo de Montenegro para votar no Chega

Subscrever Luís Montenegro justificou o volte face do partido em nome da “normalidade do regime democrático”, recusando a ideia de que revela uma aproximação do seu partido ao partido de André Ventura. “Não tem a ver com nenhuma aproximação política, com nenhum tipo de afinidade política, mas com o respeito das instituições, da democracia e da vontade do povo. É cumprir o que a democracia exige aos representantes populares. O PSD votou, no passado, os candidatos do PCP, do BE, do CDS. Fê-lo por respeito ao povo, às escolhas do povo”, afirmou

O líder do PSD recordou ainda que desde o 25 de abril que a mesa da Assembleia da República “é composta por um presidente e quatro vice-presidentes representantes das quatro maiores forças políticas com representação parlamentar – aqueles que o povo quis escolher”. “Dei uma orientação ao grupo parlamentar no sentido de votarmos favoravelmente a proposta do Chega para esse lugar e o mesmo em relação à IL [que não apresentou candidatura]. Estamos com igual propósito relativamente às duas candidaturas”, assegurou ainda

Já o PS falou em “triste dia para a democracia”. “Esta decisão de hoje, da direção nacional do PPD/PSD, cujo primeiro responsável é Luís Montenegro, diz bem ao que vem a direita em Portugal: não há linhas vermelhas contra a extrema-direita antidemocracia, não há linhas vermelhas para quem faz discursos xenófobos, racistas, não há linhas vermelhas para quem tenta introduzir no código penal penas que são violadoras da dignidade do ser humano”, considerou o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias

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O Chega falhou ontem, pela terceira vez nesta legislatura, o objetivo de eleger um vice-presidente da Assembleia da República. Era uma eleição condenada à partida – nem que fosse apenas pela força da maioria absoluta do PS. Contudo, desta vez, ocorreu um facto novo, face às outras duas eleições anteriores: do PSD surgiu, vinda diretamente do líder do partido, Luís Montenegro, e depois retransmitida aos deputados pelo chefe da bancada, Joaquim Miranda Sarmento, um indicação para os deputados “laranja” – 77 ao todo – votarem no candidato do Chega (desta vez o deputado Rui Paulo Sousa).

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Os resultados, porém, confirmam que grande parte da bancada do PSD – toda ela escolhida no tempo de Rui Rio – ignorou o pedido da direção do partido. Se a candidatura do deputado do Chega tivesse conseguido fazer o pleno dos partidos à direita do PS, teria obtido 97 votos a favor: 12 do Chega, oito da Iniciativa Liberal (onde houve liberdade de voto) e os tais 77 do PSD.

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Acontece que Rui Paulo Sousa obteve apenas 64 votos favoráveis – ou seja, ficou a mais de 30 votos do seu potencial máximo de votação (e para ser eleito precisava de, no mínimo, 116). Mesmo podendo ter acontecido o voto em branco dos oito deputados da IL, o resultado final indica que uma parte importante da bancada “laranja” ignorou o pedido de Montenegro. Registaram-se, ao todo, 137 votos em branco e ainda 12 nulos, numa eleição em que participaram ao todo 213 dos 230 deputados. Ao candidato do Chega sobrou-lhe o contentamento de ter tido quase o dobro dos votos favoráveis do primeiro candidato do Chega a vice-presidente da AR (Diogo Pacheco de Amorim, 35 votos a favor) e do segundo (Gabriel Mithá Ribeiro, 37 votos a favor)

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Subscrever Luís Montenegro justificou o volte face do partido em nome da “normalidade do regime democrático”, recusando a ideia de que revela uma aproximação do seu partido ao partido de André Ventura. “Não tem a ver com nenhuma aproximação política, com nenhum tipo de afinidade política, mas com o respeito das instituições, da democracia e da vontade do povo. É cumprir o que a democracia exige aos representantes populares. O PSD votou, no passado, os candidatos do PCP, do BE, do CDS. Fê-lo por respeito ao povo, às escolhas do povo”, afirmou

O líder do PSD recordou ainda que desde o 25 de abril que a mesa da Assembleia da República “é composta por um presidente e quatro vice-presidentes representantes das quatro maiores forças políticas com representação parlamentar – aqueles que o povo quis escolher”. “Dei uma orientação ao grupo parlamentar no sentido de votarmos favoravelmente a proposta do Chega para esse lugar e o mesmo em relação à IL [que não apresentou candidatura]. Estamos com igual propósito relativamente às duas candidaturas”, assegurou ainda

Já o PS falou em “triste dia para a democracia”. “Esta decisão de hoje, da direção nacional do PPD/PSD, cujo primeiro responsável é Luís Montenegro, diz bem ao que vem a direita em Portugal: não há linhas vermelhas contra a extrema-direita antidemocracia, não há linhas vermelhas para quem faz discursos xenófobos, racistas, não há linhas vermelhas para quem tenta introduzir no código penal penas que são violadoras da dignidade do ser humano”, considerou o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias

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